Cury, Direcional e Cyrela lideram resultados operacionais da construção civil no 1T25

Relatório do Itaú BBA aponta desempenho acima do esperado de empresas do setor, com destaque para lançamentos, vendas e velocidade de escoamento
Cury, Direcional, Tenda e Cyrela se destacam no 1º trimestre de 2025 com forte desempenho operacional, segundo análise do Itaú BBA sobre empresas da construção civil listadas na bolsa.
Cury, Direcional e Cyrela lideram resultados operacionais da construção civil no 1T25

Matéria publicada originalmente por Juliana Caveiro, MoneyTimes – Na esteira das discussões sobre tarifas internacionais, o setor de construção civil também chamou atenção esta semana com a divulgação das prévias operacionais das principais incorporadoras listadas na B3. O relatório do Itaú BBA, referente ao primeiro trimestre de 2025 (1T25), revelou quais companhias se destacaram em desempenho.

Cury (CURY3)

Com um volume de lançamentos que alcançou R$ 2,6 bilhões e vendas líquidas de R$ 1,9 bilhão, a Cury foi apontada como destaque absoluto. A velocidade de vendas (VSO) atingiu 45%, um avanço de 170 pontos-base em relação ao trimestre anterior. Além disso, a empresa gerou R$ 26 milhões em caixa no período, beneficiando-se de sua atuação estratégica no programa Minha Casa Minha Vida. A controladora Cyrela, que possui 50% da Cury, projeta R$ 8 bilhões em lançamentos para este ano.

Direcional (DIRR3)

A Direcional apresentou lançamentos de R$ 921 milhões, superando as previsões em 15%. As vendas líquidas atingiram R$ 1,088 bilhão, com crescimento tanto na comparação trimestral quanto anual. O VSO subiu para 26%, com destaque para a operação Alea, que teve valorização de 32% no ticket médio, alcançando R$ 250 mil por unidade com projetos de padrão superior. O estoque foi reduzido para 6,6 meses e o landbank cresceu para R$ 23,4 bilhões.

Tenda (TEND3)

A Tenda também surpreendeu com R$ 921 milhões em lançamentos e R$ 1 bilhão em vendas líquidas. A VSO passou de 23% para 26%. O principal destaque foi a Alea, sua subsidiária, responsável por alavancar o ticket médio. Além disso, a empresa transferiu R$ 772 milhões no trimestre e aumentou seu banco de terrenos.

Cyrela (CYRE3)

Mesmo com queda de 40% nas vendas líquidas em relação ao último trimestre de 2024, a Cyrela manteve um ritmo positivo. Os lançamentos totalizaram R$ 3,38 bilhões, superando as expectativas em 13%. A VSO, ainda que mais baixa (33%), mostrou resiliência, e o estoque permaneceu estável em 11 meses. A companhia segue ampliando presença no mercado de São Paulo e acumula valorização de 50% no ano.

Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux lançou R$ 402 milhões no trimestre e vendeu R$ 551 milhões em imóveis. Com uma VSO de 24% e redução de estoque para 8 meses, a empresa ganhou tração com a marca Mood, responsável por 42% das vendas. Apesar de consumir R$ 18 milhões em caixa, o mercado reagiu positivamente, refletindo na valorização das ações.

Menções neutras e negativas

Na outra ponta, Mitre (MTRE3) e Lavvi (LAVV3) receberam avaliações neutras, enquanto a Even (EVEN3) foi avaliada negativamente.

O desempenho das incorporadoras no 1T25 indica que o setor da construção civil segue em ritmo aquecido, mesmo diante de incertezas macroeconômicas, mostrando fôlego e consistência nos resultados operacionais.

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