Alta nos preços dos imóveis residenciais nas capitais brasileiras em setembro
Matéria publicada originalmente por Rafael Marko, Sinduscon-SP – Os preços dos imóveis residenciais nas dez principais capitais do país aumentaram 1,01% em setembro, superando a elevação de 0,83% registrada em agosto. No acumulado de 12 meses até setembro, a variação foi de 12,42%, acima dos 12,27% observados até agosto, de acordo com o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), da Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
Em São Paulo, os preços dos imóveis residenciais subiram 0,88%, apresentando desaceleração em relação ao aumento de 1,20% registrado em agosto. No acumulado de 12 meses até setembro, a elevação foi de 11,43%, uma leve desaceleração frente aos 11,73% até agosto.
Outras capitais que registraram aumento nos preços dos imóveis residenciais em setembro foram Curitiba (3,85%), Fortaleza (1,79%), Belo Horizonte (1,77%), Rio de Janeiro (1,28%), Salvador (1,16%), Goiânia (0,29%) e Recife (0,28%). Em contrapartida, Brasília (-3,56%) e Porto Alegre (-0,31%) apresentaram quedas nos valores.
No acumulado de 12 meses até setembro, além de São Paulo, as capitais que tiveram elevações expressivas nos preços dos imóveis residenciais incluem Belo Horizonte (27,09%), Goiânia (20,37%), Curitiba (18,95%), Salvador (14,26%), Recife (9,07%), Brasília (8,14%), Rio de Janeiro (7,71%), Fortaleza (7,15%) e Porto Alegre (2,14%).
Nos primeiros nove meses de 2024, a variação acumulada do IGMI-R foi de 10,10%, a mais alta para este período desde 2022. Em termos de custos de construção, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também acelerou, passando de 5,23% em agosto para 5,48% em setembro, enquanto o IPCA acumulou 4,42% até setembro.
Segundo a Abecip, esses dados refletem um cenário aquecido e promissor para o setor de imóveis residenciais. O crescimento real do mercado imobiliário, mesmo em um contexto inflacionário controlado, evidencia a resiliência e adaptabilidade do setor, que se consolida como um pilar fundamental da economia brasileira, sustentando seu crescimento mesmo em um ambiente de desafios econômicos.


