Tarifas de Trump sobre aço e alumínio preocupam setor da construção civil, mas impacto no Brasil pode ser limitado
Matéria publicada originalmente por Redação BandNews – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio para o país. A medida, que visa proteger a indústria norte-americana, gerou preocupação em diversos setores que dependem dessas matérias-primas, incluindo a construção civil. Para entender os possíveis impactos no Brasil, a BandNews TV conversou com Dionysio Klavdianos, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Durante a entrevista, Klavdianos destacou que o Brasil deve tratar a questão com cautela, reconhecendo que a taxação é uma medida legítima do governo dos EUA. Ele lembrou que todos os acordos comerciais estabelecidos durante o primeiro mandato de Trump foram respeitados pela indústria siderúrgica brasileira, o que pode ajudar a mitigar os efeitos das novas tarifas.
Impacto na construção civil
No caso específico da construção civil, o vice-presidente da CBIC explicou que o Brasil exporta e importa uma porcentagem relativamente pequena de aço e alumínio. De acordo com ele, uma análise da balança comercial brasileira sugere que o impacto das tarifas pode ser menor do que o esperado pelo mercado.
“A indústria siderúrgica nacional é uma das melhores do mundo. Acredito que ela encontrará maneiras de superar essa eventual lacuna sem onerar ainda mais o setor produtivo brasileiro”, afirmou Klavdianos.
Como funcionam as tarifas de Trump?
As tarifas anunciadas por Trump são, na prática, taxas adicionais sobre as importações de aço e alumínio. Isso significa que qualquer país que deseje vender esses produtos para os Estados Unidos terá que pagar 25% a mais pelo valor das mercadorias.
A justificativa do governo norte-americano é estimular a produção interna de aço e alumínio, protegendo a indústria local da concorrência estrangeira. No entanto, a medida tem gerado preocupação global, especialmente em setores que dependem desses insumos, como a construção civil, a indústria automotiva e a fabricação de eletrodomésticos.
Perspectivas para o Brasil
Apesar das preocupações iniciais, a avaliação da CBIC é que o Brasil está em uma posição relativamente confortável para lidar com as tarifas. A força da indústria siderúrgica nacional e a baixa dependência de importações de aço e alumínio podem ajudar a amortecer os efeitos da medida.
Além disso, o país tem buscado diversificar seus mercados de exportação, o que reduz a exposição a eventuais mudanças nas políticas comerciais de um único parceiro, como os Estados Unidos.


