PIB da construção cresceu 4,3% em 2024

Setor supera projeções com alta no emprego e crédito, mas juros elevados podem impactar o crescimento em 2025
O PIB da construção civil registrou alta de 4,3% em 2024, superando projeções. No entanto, especialistas alertam para possível desaceleração em 2025.
PIB da construção cresceu 4,3% em 2024

Matéria publicada originalmente por Rafael Marko, Sinduscon-SP – O PIB da construção civil registrou um crescimento de 2,5% no quarto trimestre de 2024 em relação ao trimestre anterior, consolidando uma alta de 4,3% no acumulado do ano, segundo dados do IBGE divulgados em 7 de março. Em comparação com o mesmo período de 2023, a expansão foi ainda maior, atingindo 5,1%.

De acordo com Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, o resultado superou as projeções da entidade, que estimava um crescimento entre 3,6% e 4%. Esse avanço foi impulsionado pelo aumento do emprego no setor, pelo consumo de insumos e pelo crescimento do crédito imobiliário ao longo do ano. No entanto, ele alerta que, apesar do cenário positivo no primeiro semestre de 2025, a alta dos juros pode desacelerar a atividade da construção nos meses seguintes.

Setor imobiliário mantém crescimento

O segmento de atividades imobiliárias registrou uma leve variação de 0,1% no quarto trimestre, comparado ao terceiro. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta foi de 2,6%, enquanto no acumulado de 2024, o crescimento chegou a 3,3%.

Investimentos e taxa de crescimento

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos produtivos, teve um aumento de 0,4% no quarto trimestre, e uma expressiva alta de 9,4% na comparação anual. Segundo o IBGE, esse crescimento foi impulsionado pelo setor da construção civil, pela produção e importação de bens de capital e pelo avanço no desenvolvimento de software.

No acumulado de 2024, a FBCF registrou alta de 7,3%, refletindo o aumento dos investimentos no setor. A taxa de investimento também subiu, passando de 16,4% do PIB em 2023 para 17% em 2024. Apesar da melhora, Zaidan alerta que ainda há um longo caminho para alcançar um nível de investimento que sustente o crescimento econômico de forma contínua.

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