Novo Minha Casa, Minha Vida conquista liderança nos lançamentos imobiliários pela primeira vez

Novo Minha Casa Minha Vida impulsiona mercado imobiliário com aumento de 65,9% nos lançamentos em 2024, destacando-se no cenário nacional de habitação
Novo Minha Casa Minha Vida impulsiona mercado imobiliário com aumento de 65,9% nos lançamentos em 2024, destacando-se no cenário nacional de habitação.
Novo Minha Casa, Minha Vida conquista liderança nos lançamentos imobiliários pela primeira vez

Matéria publicada originalmente por Stéfanie Rigamonti, Folha de S. Paulo – Após a reformulação promovida pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em julho do ano passado, o programa Novo Minha Casa Minha Vida registrou um aumento significativo de 65,9% nos lançamentos de residências no Brasil durante o primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2023.

Enquanto isso, os lançamentos totais no mercado imobiliário cresceram modestos 5,7%, segundo dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), em parceria com o Sesi e o Senai. Como resultado, o Novo Minha Casa Minha Vida ampliou sua participação nos lançamentos imobiliários em 70% em apenas um ano.

No segundo trimestre de 2024, o Novo Minha Casa Minha Vida foi responsável por 53% das unidades lançadas no mercado imobiliário, superando pela primeira vez o volume de lançamentos do restante do mercado, que respondeu por 47% do total. No mesmo período de 2023, essa proporção era de 31% para o programa e 69% para os demais lançamentos. Ao todo, foram lançadas 83.930 unidades, das quais 44.764 foram do Novo Minha Casa Minha Vida.

Apesar do expressivo crescimento, o programa ainda segue a lógica do mercado, priorizando a região Sudeste, onde o déficit habitacional, embora menor proporcionalmente, é o maior em termos absolutos. No segundo trimestre de 2024, 61,8% dos lançamentos do Novo Minha Casa Minha Vida ocorreram no Sudeste, seguidos por 14,2% no Nordeste, 13,4% no Sul, 6,2% no Norte e 4,3% no Centro-Oeste.

Enquanto a região Sudeste apresenta o maior déficit habitacional em números absolutos, o Norte e o Nordeste enfrentam desafios mais complexos, com uma maior proporção de domicílios precários e déficit qualitativo. No Norte, por exemplo, três estados lideram o ranking nacional de déficit habitacional: Amapá (18%), Roraima (17,2%) e Amazonas (14,5%).

Vendas do novo Minha Casa Minha Vida crescem, mas em ritmo inferior aos lançamentos

As vendas de imóveis no Brasil registraram um aumento de 15,2% no primeiro semestre de 2024 em relação ao mesmo período de 2023. No entanto, as vendas de unidades do Novo Minha Casa Minha Vida cresceram 37,4% no mesmo intervalo, um ritmo inferior ao dos lançamentos, que foi de 65,9%. Isso resultou em um aumento de 5,6% na oferta final de empreendimentos do programa, enquanto a oferta total de imóveis no mercado imobiliário nacional caiu para 274.303 unidades, em comparação às 309.789 unidades disponíveis há um ano.

Apesar de sua participação crescente nos lançamentos, o Novo Minha Casa Minha Vida ainda representa uma parcela menor das vendas totais. No segundo trimestre de 2024, 58% dos empreendimentos verticais vendidos não faziam parte do programa, enquanto 42% das vendas eram de unidades do Novo Minha Casa Minha Vida.

Para impulsionar ainda mais as vendas do Novo Minha Casa Minha Vida, um novo decreto do Ministério das Cidades deve limitar a compra de imóveis usados, reduzindo o valor máximo de venda na faixa 3 (renda bruta entre R$ 4.400 e R$ 8.000) de R$ 350 mil para R$ 270 mil. A medida visa direcionar o orçamento do FGTS para a aquisição de imóveis na planta, em construção ou recém-construídos, gerando mais empregos e dinamizando o mercado imobiliário.

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