Setor da construção cria 40,8 mil empregos em fevereiro e mantém crescimento

Com saldo positivo de 40.871 postos de trabalho, o setor mostra resiliência e consolida sua recuperação, impulsionado por lançamentos imobiliários e obras de infraestrutura
Setor da construção civil gerou 40.871 empregos formais em fevereiro, melhor resultado desde janeiro de 2024. São Paulo lidera com 11.399 novas vagas.
Setor da construção cria 40,8 mil empregos em fevereiro e mantém crescimento

Matéria publicada originalmente por Agência CBIC – O mercado de trabalho na construção civil apresentou desempenho robusto em fevereiro de 2025, com a criação de 40.871 vagas formais, segundo dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Este é o melhor resultado em 13 meses, superando o saldo de janeiro (38.541 vagas) e ficando próximo ao recorde de janeiro de 2024 (47.079 postos).

Desempenho por segmentos

A análise por segmentos revela que:

  • Edifícios liderou com 16.562 vagas (40,52% do total)
  • Serviços Especializados criou 14.411 oportunidades (35,26%)
  • Infraestrutura contribuiu com 9.898 postos (24,22%)

“Esse crescimento multifacetado reflete tanto o aquecimento do mercado imobiliário quanto os investimentos em obras públicas”, explica Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC.

Destaques regionais

No recorte estadual, os maiores geradores de empregos foram:

  1. São Paulo (11.399 vagas)
  2. Minas Gerais (5.785)
  3. Paraná (3.333)
  4. Santa Catarina (3.320)
  5. Rio de Janeiro (3.006)

Entre as cidades, São Paulo/SP se destacou com 5.156 novas contratações, seguida por Belo Horizonte/MG (2.255) e Rio de Janeiro/RJ (1.216).

Perspectivas e desafios

O setor acumula 79.412 vagas criadas em 2025, com tendência de crescimento sustentado pelos:

  • Aumento de 18,6% nos lançamentos imobiliários em 2024
  • Crescimento de 20,9% nas vendas do setor
  • Investimentos contínuos em infraestrutura

“O ciclo produtivo da construção civil é longo, o que garante efeito prolongado dessa geração de empregos”, complementa Vasconcelos. A especialista ressalta ainda a necessidade de qualificação profissional para atender à demanda crescente por mão de obra especializada.

Com 2.937.469 trabalhadores formais em fevereiro – aumento de 3,8% ante 2024 -, a construção civil consolida seu papel como um dos principais motores da economia brasileira, responsável por cerca de 6% do PIB nacional.

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