Perspectiva positiva para incorporadoras de baixa renda em 2025, aponta BofA

Estudo do Bank of America indica cenário promissor para construtoras de baixa renda, destacando o impacto positivo do programa Minha Casa, Minha Vida e projeções de forte crescimento
Bank of America projeta 2025 favorável para incorporadoras de baixa renda, impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida. Cury e Plano&Plano se destacam no setor.
Perspectiva positiva para incorporadoras de baixa renda em 2025, aponta BofA

Matéria publicada originalmente por Victor Meneses, Valor – Incorporadoras focadas no mercado de baixa renda podem esperar um ambiente mais favorável em 2025, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, de acordo com análise do Bank of America (BofA). O estudo destaca que os fortes fundamentos do setor, aliados a retornos atraentes, devem sustentar o bom desempenho das empresas.

Segundo o banco, a demanda por imóveis voltados à baixa renda tem menor sensibilidade à alta da taxa básica de juros (Selic), graças às taxas fixas e subsidiadas oferecidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso, o financiamento dessas habitações não depende do orçamento público, sendo viabilizado por recursos do FGTS.

Nesse contexto, o BofA aponta Cury e Plano&Plano como principais destaques. Ambas são reconhecidas pela sólida geração de lucros, com previsão de crescimento anual de 40% e 45%, respectivamente, em 2025. A análise também projeta uma forte geração de caixa e elevados dividendos, estimados em 11% para a Cury e 12% para Plano&Plano.

Por outro lado, o cenário para incorporadoras de médio e alto padrão apresenta desafios. Estoques elevados, picos de entrega e uma acessibilidade reduzida devem limitar o crescimento desse segmento, conforme apontado pelos analistas.

A MRV, entretanto, mantém uma perspectiva positiva devido à significativa assimetria na avaliação de suas ações e ao bom desempenho na geração de caixa no quarto trimestre de 2024. O relatório ressalta que a empresa avançou significativamente em sua recuperação e agora foca na finalização de projetos com margens mais reduzidas.

Entre os principais riscos para o setor, o BofA cita a possibilidade de inflação elevada, que poderia impactar a renda disponível de consumidores de baixa renda, e a alta nos preços dos materiais de construção. Já entre os fatores positivos, destacam-se a estabilização das taxas de hipoteca para o segmento de médio e alto padrão e possíveis ajustes na curva de subsídios do Minha Casa, Minha Vida, ampliando o alcance do programa habitacional.

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