Espanhola Acciona apresenta interesse na Linha 16-Violeta do Metrô de São Paulo
Matéria publicada originalmente por Elisa Calmon, O Estado de S. Paulo – A espanhola Acciona, já responsável pela construção da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo, está de olho em um novo projeto de mobilidade na capital paulista.
De acordo com fontes consultadas pelo Estadão Broadcast, a companhia manifestou ao governo de São Paulo seu interesse em assumir o projeto da Linha 16-Violeta, avaliado em R$ 25 bilhões. Este empreendimento, conhecido como “Linha dos Parques”, prevê a construção de estações próximas aos parques do Ibirapuera, da Aclimação e da Independência.
O interesse da Acciona foi formalizado através de uma Manifestação de Interesse Privado (MIP), uma sinalização positiva do apetite do mercado em avançar com as obras. No entanto, o projeto da Linha 16-Violeta ainda precisa passar pelos trâmites regulatórios antes de definir uma data de início para a execução.
As próximas etapas incluem a qualificação no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e a abertura do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) ao mercado, o que deve ocorrer até o final deste ano.
Outras empresas na disputa
Apesar do interesse da Acciona, outras empresas ainda podem participar da disputa pelo projeto da Linha 16-Violeta. Mesmo assim, a familiaridade da Acciona com esse tipo de obra, especialmente devido à sua experiência na Linha 6-Laranja, pode proporcionar uma vantagem competitiva. O plano do conglomerado espanhol inclui o uso dos mesmos tatuzões utilizados na escavação da Linha 6-Laranja, que atualmente opera entre as estações Brasilândia e São Joaquim.
A construção da Linha 16-Violeta faz parte do programa “SP Nos Trilhos” e sua primeira fase deverá ter 16 quilômetros de extensão, com 16 estações, ligando a Oscar Freire, na Zona Oeste, à Abel Ferreira, na Zona Leste. O trajeto deverá ser percorrido em 30 minutos e a expectativa é de que transporte cerca de 550 mil passageiros diariamente.
O traçado final da Linha 16-Violeta ainda não foi definido, pois depende das propostas que serão apresentadas pelas empresas interessadas. Contudo, espera-se que as estações estejam próximas aos três principais parques de São Paulo, melhorando o acesso e incentivando o uso do transporte público.


