Custo da construção desacelera, mas segue em alta no acumulado do ano

INCC-M registra avanço de 0,38% em março, menor que o índice de fevereiro; impacto no setor varia entre cidades
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou para 0,38% em março, enquanto o acumulado em 12 meses atingiu 7,32%.
Custo da construção desacelera, mas segue em alta no acumulado do ano

Matéria publicada originalmente por Sinduscon-SP –O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou uma desaceleração em março, subindo 0,38%, após um avanço de 0,51% em fevereiro.

Apesar da redução no ritmo de crescimento, o acumulado dos últimos 12 meses alcançou 7,32%, mais do que o dobro do índice registrado no mesmo período de 2024, quando marcava 3,29%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), com base em preços coletados entre 21 de fevereiro e 20 de março.

Variações regionais e impacto na construção

A cidade de São Paulo apresentou um aumento de 0,50% no índice em março, acumulando alta de 1,69% no ano e 8,08% nos últimos 12 meses. Em contrapartida, cidades como Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre registraram desaceleração nos custos de construção, enquanto Recife e São Paulo viram uma aceleração no índice.

Custos de mão de obra e materiais

O custo da mão de obra desacelerou, subindo 0,35% em março, abaixo dos 0,59% observados em fevereiro. Já os preços de Materiais, Equipamentos e Serviços cresceram 0,40%, levemente abaixo dos 0,45% do mês anterior. O segmento de Materiais e Equipamentos apresentou alta de 0,42%, com destaque para a queda no subgrupo “materiais para instalação”, cuja taxa passou de 0,75% para 0,16%.

Já o grupo de Serviços também apresentou recuo na variação, diminuindo de 0,68% em fevereiro para 0,19% em março. Esse comportamento foi impulsionado pelo item “projetos”, que caiu de 0,81% para 0,17%.

Principais influências nos custos

Os itens que mais registraram aumento nos custos da construção foram:

  • Pedreiro (+0,57%)
  • Elevador (+1,19%)
  • Bloco de concreto (+0,96%)
  • Esquadrias de alumínio (+0,76%)
  • Encanador (+0,51%)

Por outro lado, os produtos que tiveram as maiores quedas nos preços foram:

  • Tubos e conexões de PVC (-0,53%)
  • Vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,17%)
  • Eletrodutos de PVC (-0,64%)
  • Tela de aço soldada para concreto (-1,57%)
  • Uniforme e Equipamento de Proteção Individual (-1,45%)
Expectativas para o setor

A desaceleração no INCC-M pode indicar um alívio temporário nos custos da construção, mas o cenário geral ainda aponta para uma tendência de alta no acumulado do ano. O comportamento dos preços será crucial para as decisões do setor nos próximos meses, influenciando desde grandes incorporadoras até pequenos construtores.

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