Em 2025, o PIB da construção deverá ter um crescimento estimado de 3%
Matéria publicada originalmente por Sinduscon-SP – O ano de 2025 inicia-se com uma expectativa de continuidade no crescimento do PIB da construção, embora em um ritmo mais moderado comparado a 2024. O grande volume de vendas e lançamentos de empreendimentos imobiliários registrados em 2024 deverá impulsionar novas obras neste ano.
Com um orçamento recorde do FGTS, que alcança R$ 140 bilhões, incluindo subsídios, espera-se um financiamento robusto para moradias econômicas. No entanto, o aumento das taxas de juros no crédito imobiliário, somado à redução dos recursos da Poupança, pode impactar as compras de imóveis nos segmentos de média e alta renda. Além disso, a elevação da taxa básica de juros pode desmotivar investidores a financiar novos projetos, enquanto os gastos das famílias com reformas e construções devem desacelerar.
No campo das obras de infraestrutura, os investimentos públicos em nível federal tendem a diminuir devido às restrições orçamentárias, mas podem ganhar força nos Estados, motivados pelas eleições de 2026. Os investimentos privados e concessões em andamento ainda devem se manter estáveis por um período, mas serão eventualmente afetados pela alta dos juros.
Neste contexto, SindusCon-SP e FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) projetam um crescimento de 3% no PIB da construção para 2025, uma desaceleração em relação aos 4,4% previstos para 2024. A expectativa é que o crescimento do PIB das construtoras formais alcance 3,5%, superando o das atividades informais, como reformas e autoconstrução, que devem crescer 2,5%. Este cenário se contrapõe ao de 2024, quando o setor informal cresceu mais rapidamente.


